segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Alicidades


Alice é uma amiga mais do que especial, isso vocês já sabem desde que escrevi "O sorriso do gato de Alice" (e se não leram, leiam antes de chegar a conclusões moralistas). Foi nesse texto também que mencionei o fato de que ela escreve muito bem, mesmo quando alega que perdeu a mão...(Alice - vai perder a mão bem assim no Recreio dos Bandeirantes !!).

Um dia, totalmente à sua revelia, comecei a colecionar preciosidades dentros dos textos que ela publicava que eu denominei "Alicidades" e deles compus um jogral poético. Como vocês já demonstraram que para bom entendedor um décimo de palavra basta, não vou dar o roteiro de quais são as frases dela e as minhas no poema. Divirtam-se na procura.

A noiva lua sobre a pele mesmo que coberta por um belo véu,
Destelhando sonhos , sonhando temas no papel,
Procura nos teus olhos cristais de areia e mar
Que lágrimas não vão ocultar
Porque não cabe ao meio pousar no caminho querendo tomar o lugar do ponto final
Não existe estação terminal, só caminhos e paradas
Passageiros , comutando em linhas sentimentais
Sem destino, sem gestalt, só desatinados
No dia em que transpirei você , gotas e rios
Em direção ao mar
Havia um tempero de pimenta e açafrão,
De carinho e de emoção
E eu brilhei porque transpirei você
Mas seu riso roubado veste o luto da dor do passado
Deformando os cristais, defenestrando os passageiros, ressecando o suor.
Opacos, opacos, opacos todos caminhos.
Se perdeu por algum momento eterno ou não a sua razão
Que fazer ? Mais me importa o coração.
Não me incomoda , não há nada que eu mais cobice
Que o sorriso do gato de Alice.

4 comentários:

Vilma disse...

Cadê a Alice? Cadê o Fábio ? só vejo o sorriso do gato...

Lully disse...

Não precisa saber quem é Alice e quem é Fábio, é só curtir a beleza e a leveza do poema.
Pena que o mundo não é feito de Fábio´s e de Alice´s. Existem ao nosso redor, vários coelhos a correr e nos apressar com um grande e barulhento relógio, não nos deixando curtir os sorrisos, os crescimentos, os deslizes que nos diminuem e a eterna magia que se ganha ao folhear um livro embaixo de uma árvore.

Alice disse...

...Rs, queridão..me fez lembrar de textos antigos em que me permitia usar do tempo(não só meu)de forma bastante egoísta para me conhcer.
Preciso encontrar novamente a sombra sob a árvore.
Beijo enorme!

Alice disse...

Voltei aqui.. e me emocionei!
Seu lindo!
beijo grande.